ICTL homenageia com flores mães que passam pelo processo de “químio”

Gisele Mendes

Para tornar o Dia das Mães ainda mais bonito, o ICTL (Instituto do Câncer de Três Lagoas) presenteou todas as mulheres que têm filhos, e que passam pelo processo de quimioterapia, com flores. O objetivo foi o de homenageá-las e alegrá-las em uma data tão especial.

A distribuição aconteceu na semana que antecede o Dia das Mães, que será comemorado no próximo domingo (14).

Para Valdecir Maria Barbosa Pereira, 72 anos, mãe de três filhos, o presente mostrou o quanto a equipe do ICTL é carinhosa com os seus pacientes. “Eu fiquei muito feliz, quando recebi as flores logo imaginei que fosse um presente do Dia das Mães. Eu só tenho a agradecer pelo cuidado de sempre dessa equipe”, destacou.

O presente foi recebido com muito entusiasmo também pela paciente Maria Aparecida Rosa Ramon, de 61 anos, e teve duplo significado para ela: a conclusão do último ciclo de quimioterapias e o Dia das Mães.

De acordo com Maria, que tem dois filhos, as flores representaram o início de uma nova vida, além do carinho de toda a equipe do Instituto. “Independentemente de datas comemorativas, sempre fomos muito bem tratados aqui. A equipe é fantástica, sempre muito dedicada e atenciosa, eu só tenho a agradecer pela vida dessas pessoas que contribuíram com o meu tratamento”, disse.

Maristela Jurado Alves da Costa, tem 38 anos, um filho de nove e iniciou o tratamento com quimioterapia há apenas um mês. De acordo com ela, as flores foram muito bem-vindas em um momento de adaptação as sessões de “químio”. “Essas flores representam um carinho muito grande dispensado por toda a equipe”, salientou.

O mesmo foi dito por Maristela Leidiane Cardoso dos Santos, de 23 anos. Ela também iniciou o tratamento recentemente e disse que se sente feliz pelo fato de a equipe ter se lembrado dela.

Maristela é mãe de quatro filhos e o mais novo tem onze meses. De acordo com ela, ao se tornar mãe foi possível ter acesso ao verdadeiro amor. “Filhos são tudo na nossa vida, eu amo ser mãe e eles me impulsionam a lutar cada dia mais”, pontuou.

ICTL destaca importância da equipe de enfermagem no processo de tratamento

Gisele Mendes

O Dia Mundial da Enfermagem é comemorado nesta sexta-feira (12) e o ICTL (Instituto do Câncer de Três Lagoas) faz questão de ressaltar a importância desses profissionais, que realizam um trabalho ímpar e que contribui com o tratamento de cada paciente.

Uma dedicatória define o trabalho desses profissionais no instituto: “Profissional de Enfermagem, o branco da sua roupa transmite a paz, o calor do seu coração aquece a alma, a sua dedicação levanta o ânimo, o seu sorriso alegra o coração, o seu carinho faz muita diferença, o seu toque transmite energia. Por isso, você é uma dádiva de Deus na vida daqueles que precisam da sua dedicação. Neste seu dia, lhe desejo muita paz, alegria e prosperidade e que o Senhor Deus ilumine sempre a sua vida”.

Esse texto foi dedicado pela enfermeira chefe da Oncologia do ICTL, Rose Silva. De acordo com ela, o dia é do enfermeiro, porém, toda a equipe, que inclui técnicos e auxiliares de enfermagem, é fundamental em todas as etapas do tratamento de quem luta contra o câncer.

“São eles que administram os medicamentos, dão banho, quando necessário, trocam os curativos. Enfim, eles são importantes em todas as etapas e são fundamentais na equipe do ICTL”, destacou.

Conforme Rose, o trabalho da equipe vai além de tudo o que já foi citado. Além do que já faz parte da rotina, enfermeiros ouvem os desafios, desabafos de cada paciente e os aconselham. “Em muitas ocasiões, choramos juntos com eles, pois somos seres humanos e frágeis”, disse.

Dedicada a profissão de técnica em enfermagem há 35 anos, Valdelice Massal de Oliveira atua há dois anos no setor oncológico. Sempre com um sorriso no rosto e simpatia que se vê de longe, ela destaca que o trabalho desenvolvido pela equipe é importantíssimo para o processo de tratamento. Isso porque, cada paciente recebe a notícia de que tem câncer de forma particular. “Temos que ter cautela, temos que oferecer muito carinho para eles e também para a família, é um trabalho muito lindo, sou feliz pela escolha que fiz”, salientou.

Cirurgião oncológico de Três Lagoas fala sobre câncer colorretal

Março é considerado o mês de conscientização contra o câncer colorretal. O movimento faz parte de uma ação global para chamar a atenção da sociedade para a prevenção e o diagnóstico precoce. Caracterizado por tumores no intestino grosso (o cólon) e no reto, o câncer colorretal tem como fatores de risco a má alimentação, histórico familiar, baixo consumo de cálcio, além da obesidade e sedentarismo.

O médico e cirurgião oncológico, Rodrigo A. Melão Martinho, falou sobre a doença, a prevenção e sintomas.

Confira a entrevista:

O que é câncer de colorretal?
Câncer colorretal basicamente se trata do câncer do intestino ( especificamente intestino grosso). Nos últimos anos a incidência dessa neoplasia vem aumentando significativamente, principalmente devido ao processo de envelhecimento e mudanças no estilo de vida da população. Atualmente, a incidência no Brasil é muito alta, com cerca de 35 mil casos por ano, sendo o terceiro tipo de câncer que mais mata.

Existe prevenção para a doença?
O mecanismo de início e progressão do câncer colorretal é bem conhecido, iniciando normalmente de uma lesão benigna chamada pólipo, progredindo, com o passar dos anos, para o câncer propriamente dito. Neste sentido, esforços são feitos para a detecção precoce destas lesões através da colonoscopia, ou seja, detectar a neoplasia no estágio mais inicial possível (prevenção secundária).

Em relação as medidas realizadas para evitar o surgimento dessas lesões (prevenção primária), podemos destacar uma boa alimentação, rica em frutas, diminuição do consumo de carne vermelha e gordura animal. Recentemente, vários estudos vêm comprovando que a obesidade está associada ao aumento de várias neoplasias, entre elas o câncer do intestino.

Existe algum tipo de exame que deve ser feito periodicamente para prevenir a doença?
O exame mais comum e de fácil acesso a população em geral é o sangue oculto na fezes, e deve ser realizado anualmente após os 50 anos de idade. Como dito, a colonoscopia, que além de detectar lesões no intestino, podem extirpar os pólipos intestinais evitando a progressão para o câncer.

Quem tem mais predisoposição para o câncer de colorretal?
Com certeza o maior fator de risco é a idade; pessoas acima dos 50 anos têm maior probabilidade de desenvolver a doença. Outros hábitos também estão associados a um maior risco, como o tabagismo, obesidade, doença inflamatória intestinal, antecedente familiar de primeiro e segundo graus com história positiva para câncer colorretal e algumas síndromes hereditárias como a pólipose familiar.

Ela acomete mais pessoas de qual sexo e idade?
Como dito anteriormente, a idade é o maior fator risco, sendo assim a maioria dos pacientes tem acima dos 60 anos de idade. Homens e mulheres são afetados de forma similar, e, segundo o INCA, a estimativa do número de casos novos em 2016 foi de 34.280, sendo 16.660 homens e 17.620 mulheres.

Quais os sintomas desse tipo de câncer?
O sangramento ao evacuar é o sinal mais comum, anemia sem causa aparente, principalmente em pessoas com mais de 50 anos, alterações no hábito intestinal (diarreia ou intestino preso), desconforto abdominal com gases ou cólicas, permanência da vontade de evacuar mesmo após a evacuação chamam a atenção de que a causa possa ser um tumor.
Emagrecimento intenso e sem explicação, fraqueza, fezes pastosas e escuras e sensação de dor na região anal também podem estar relacionados com tumores. Caso apresente algum desses sinais e sintomas procure um médico. Salientamos que outras doenças, que não o câncer, também pode apresentar alguns desses sintomas.

Se descoberto precocemente, quais as chances de cura?
Quanto mais precoce a detecção da lesão maiores são as chances de cura. Por exemplo, a taxa de cura para paciente diagnosticado no estágio I é de 87%, já no estágio IV a sobrevida gira em torno de 12%.

Como e feito o tratamento?
O tratamento nos tumores iniciais geralmente é menos agressivo, através da retirada de pólipos e lesões pela colonoscopia ou por cirurgias com ressecções locais dos tumores. Nos tumores maiores do cólon há necessidade de cirurgia (convencional, laparoscópica ou robótica). Nos tumores do reto pode haver necessidade de radioterapia e quimioterapia antes da cirurgia. Resumindo, o tratamento envolve radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia dependendo do local, do tamanho e extensão da doença no cólon ou em outros órgãos no caso de existirem metástases (aparecimento do tumor em outro órgão como fígado ou pulmão, por exemplo). Quanto mais precoce o tratamento menor a agressividade e o tempo de tratamento, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente.